domingo, 17 de abril de 2011

palavras tecidas...

Lentamente, teço na areia da praia os murmúrios que guardei no fundo do meu mar revolto... e a luz regressa quando toco o teu olhar... numa rendição que só o aMor reconhece.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

nas tuas Mãos divinas...

... moldas-Me nas tuas mãos divinas... és muito mais que o aMor de todas as minhas vidas...

segunda-feira, 4 de abril de 2011

um aMor com história...

No fundo do deserto cresce uma luz rara... raízes salgadas na procura do meu mar... e regressas pela curva da estrada... naufragada de outros luares... guardo o segredo da "lua saturnina" que te afaga a memória... e esculpimos nos filamentos das penas, um aMor com história...

quinta-feira, 31 de março de 2011

asas de anjo...

Em cada murmúrio das tuas mãos... há um rio secreto que eclode na expansão da mais densa floresta... onde flutuam cânticos crescentes a cada nova lunação... e, sou Lua suspensa nas tuas asas de anjo...

quarta-feira, 23 de março de 2011

noites respiradas...

...percursos de nós sorriem ao curso da água veloz... desloco as palavras para o lado certo do coração... e, ecoa no vítreo sussurrante a insularidade da tua respiração...

domingo, 13 de março de 2011

lua salgada...

Abrigo-me nas reticências que agitam o luar... pontos de luz convergentes na incidência de te saber... e confundo o sal do meu mar... como quem salga o céu com mil estrelas de encantar...

quarta-feira, 9 de março de 2011

confissão silenciada...

... a luz regressa na transparência da noite, como uma confissão silenciada ...

terça-feira, 8 de março de 2011

lua deslizante...

Na indefinição da água ondulante... há um olhar que desperta, murmurante de brumas entardecidas... e a lua acorda deslizante depois do sol partir... pois, no aMor tudo nos podemos permitir...

sexta-feira, 4 de março de 2011

Green eyes...

...nos teus olhos reconheço o meu cAminho, sublinhado na soMbra recôndita da água... insaciável é a luz lapidada na terra, sObrevoda na pulsação secreta da mesma Respiração...

quarta-feira, 2 de março de 2011

selvagem sedução...

Regressar à selva dos sentidos onde um dia me perdi... reabrir a porta enraizada da sedução ondulante... e saber da luz púrpura dum silêncio gritante... onde só o aMor perdura... não na experimentação do breve momento... mas na voz do coração ressoada ao mesmo vento...

domingo, 27 de fevereiro de 2011

um novo tempo...

A minha contagem do ano novo começa em Março... nasci no mês nove (Novembro)... e as palavras regressam às nossas mãos no mesmo sopro de búzios ardentes... na decifração da cor com que pinto o coração... 

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

luares de lavandas...

A cada regresso teu acende-se uma nova estrela no azul do céu... num bailado que o teu olhar reluzente sabe despertar... sorrimos nesse entrelaçar de sentidos ainda por inventar... e pintamos a lua de lilás num mar só nosso feito de paz...
 

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

voo sem regresso... (nos teus braços).

Flutuo nos teus braços sem pressa de regressar... sinto o teu coração junto do meu numa paz nunca antes sentida... selamos a quatro mãos a evanescência do momento que sinto eterno... e a tua respiração ancestral acorda-me em plena madrugada... suspirada em mil sons desfossilizados... solto as asas sem território quando te dou o meu mar... e nos teus beijos sinto-me voar...

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Paris...

I love Paris... and you...
 

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

lastros...

Na estrada paralela ao mar... desafiamos o olhar em cada rasgo lunar... e sorrimos ao Sol junto ao cabo da Roca... a possibilidade infinita de quebrar todas as fronteiras... entre a tua terra e o meu mar... o lastro que só o caminhar pelas ruas de Paris reconhece... esse canto de encantar...

domingo, 30 de janeiro de 2011

luar insular...

Maré crescente no sal da tua pele... respiração suspensa à porta do céu... branco luminoso até à oitava cor dum arco-íris invertido... insular é o nosso recanto encantado... sempre que lua sorri, à inversão da voz da razão... 

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

"luar saturnino"

Numa noite estrelada... chamaste-me princesa... e, hoje sinto o céu cada vez mais perto deste aMor... sorrindo aos devaneios onde me perco no negro... uma oitava abaixo... poderoso é o luar saturnino que me desafia a eternidade... gosto do sabor das nossas noites...

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

sal no teu Sul...

Dedilhas caminhos arqueados no planalto paralelo ao Mar... local secreto onde jorram fogueiras cristalinas... vertentes solares como chuvas vulcânicas em luares de prata... e sinto-te na encosta onde o Sul se salga na água ainda em cascata...
 

domingo, 23 de janeiro de 2011

Revolução...

... porque me apetece... revolucionar...
 

sábado, 22 de janeiro de 2011

surrealismo roxo...

A lua debruça-se do outro lado da vidraça... e abraça-se de luz, quando te deixas tocar pela ascendência surreal... onde reconheço a mesma memória imemorial... e as águas sinuosas desafiam-te... sempre que me visto de roxo...
 

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

do outro lado do Mar...

Mergulho na tua água contida... e sinto-te flutuar nesse tempo multiplicado... voo anunciado do mesmo luar planado... onde só tu e eu reconhecemos a frequência sussurrada... do outro lado do Mar... 
 

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Guardiã...

Guardiã é a sombra sussurrante do teu olhar... onde deslaço a linha lapidar deste aMor ardente... incessante no embalo do mesmo tempo confidente... 

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

embalo do teu olhar...

Nocturno é o embalo do teu olhar... ângulo arqueado de luz murmurante deste mar sonhado... terra encantada vestida de sopros lunares... e uma nova alvorada de estrelas renasce... como corais precipitados na gruta da sedução...

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

sabes-Me...

Sabes-me chuva rodopiante na tua terra por precipitar… densidades telúricas ainda por elevar… porque somos água cursada no mesmo caminho decifrado… gotas demoradas de suor evaporado… sal dum único mar reencontrado...

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

pérolas de chuva...

Cresce a água escarpada na indefinição do sagrado... pérolas transparentes desaguam na terra dos sonhos... gota de chuva transparente na convergência da confissão... mergulhada na evocação deste aMor renascido... entre a Terra e o Mar...